Descomplique várias situações e contextos do seu dia-a-dia com atitudes preciosas, que vão auxiliar a se manter saudável e mais tranquilo para enfrentar os desafios de uma sociedade turbulenta demais:
1. Levante-se 20 minutos mais cedo;
2. Chegue 10 minutos adiantado para encontros ou reuniões;
3. Faça uma coisa de cada vez;
4. Faça algumas perguntas a si mesmo;
5. Reavalie a importância da situação em curso;
6. Tome nota da maioria das coisas;
7. Lembre-se de que existem coisas mais importantes do que as pessoais;
8. Desfrute das coisas simples da vida;
9. Tome sempre água;
10. Gentileza gera gentileza;
11. Simplifique o ambiente de sua casa;
12. Pare um pouco para admirar as flores;
13. Passe um tempo com pessoas simples;
14. Peça conselhos a quem já passou por certa situação;
15. Esqueça a perfeição;
16. Pare para tomar ar fresco várias vezes ao dia;
17. Planeje, minimamente, a sua semana;
18. Faça mais perguntas às pessoa ao seu redor;
19. Tire um tempinho para a preguiça;
20. Lembre-se de que a vida é curta e amadureça!
(compilado de tudoporemail.com.br)
domingo, 25 de junho de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
Uma última entrevista inusitada...
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa sétima convidada:
Senhora
Solidão
César Pavezzi: É com respeito
e admiração que começo essa nossa entrevista, minha cara Senhora.
Solidão: Muito grata, meu
caro repórter. Vou procurar esclarecer as coisas de forma simples e direta,
pode acreditar.
Repórter: As pessoas
confundem muito o fato de alguém querer ficar sozinho com ser solitário. O que
pensa sobre isso?
Solidão: Pois é, há que se
fazer uma distinção analítica. Quando alguém está sozinho, não solitário, em
muitos aspectos, é por pura opção ou vontade. Ser solitário envolve avaliar
isolamento, tristeza, depressão, timidez, introvertimento, entre outros fatores
sócio-emocionais.
Repórter: Bem, esse e
outro tipo de confusão que acontece, quando o assunto é a senhora, pode
explicar certa negatividade que carrega?
Solidão: Pode, em muitas
ocasiões. O ser humano é gregário, interativo, sociável, não sendo admitido que
alguém fique na minha companhia por muito tempo ou por opção.
Repórter: Há diferentes
tipos de solidão, então? Como quais?
Solidão: Creio que é
necessário separar as relações humanas, seus papéis, as condições sociais, para
poder me entender melhor. Há solidão até em muitas relações que se dizem
amorosas... E há solidão entre membros de uma mesma família, e até de uma mesma
comunidade específica. Uma pessoa pode estar cercada de uma multidão, e se sentir
extremamente sozinha. Depende das circunstâncias e motivações.
Repórter: Muitos seres
humanos dizem ser a solidão amorosa o pior tipo de sentimento que a envolve.
Também acredita nisso?
Solidão: Pode ser... Mas
creio que, se você amou alguém e tem lembranças positivas e emocionantes, eu
acabo sendo amenizada, já que a memória pode deixar as pessoas menos
solitárias.
Repórter: E a solidão da
falta de amigos? É dolorosa também, não acha?
Solidão: Sem dúvida. Creio
que o segredo para me evitar, nessas relações, é não desejar que outro seja
como você, e respeitar as diferenças, incluindo aqui o modo de sentir as
coisas.
Repórter: Mas estar
cercado de um monte de pessoas do lado de fora não significa que, internamente,
não possamos estar num momento de solidão profunda, não é mesmo?
Solidão: Em muitas
circunstâncias, sim. Mas prefiro compreender que, quando eu toco as pessoas, é
para significar um tipo de pausa para reflexão: sobre a vida, suas relações com
as pessoas, com o mundo que te cerca, sobre o que te faz feliz ou
descontente...
Repórter: Há certas
pessoas que também acreditam que o ser humano nunca está totalmente sozinho,
sendo sempre velado ou protegido por forças e entidades espirituais. Isso seria
possível?
Solidão: Depende. Uma
crença é sempre uma esperança a mais para você se sentir amparado, acompanhado.
Cada ser humano é fonte de energias e efeitos emocionais constantes que podem
tranquilizá-lo, animá-lo ou prejudicá-lo. Não estar sozinho ou não ser
solitário é uma questão de escolha.
Repórter: Profundamente
agradecido por suas palavras sinceras e cheias de reflexão. Meus respeitos.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Mais entrevistas inusitadas...
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa sexta convidada:
Senhora
Saudade
César Pavezzi: É com muita
honra e satisfação que passo a entrevistar um sentimento tão genuíno como a
senhora...
Saudade: Eu também
agradeço e me sinto honrada por estar aqui.
Repórter: Qual seria a
melhor definição da senhora nos corações dos seres humanos?
Saudade: Um misto de sentir
falta, melancolia por não ter mais e certa tristeza por conta da distância ou
do distanciamento entre pessoas. Às vezes, é complicado me traduzir... Depende
das situações envolvidas.
Repórter: É verdade que,
curiosamente, muitas pessoas sentem saudade de algo que ainda não viveram ou
que gostariam de ter vivido?
Saudade: Pra você ver como
sou particularmente intrigante nos corações e mentes dos seres humanos: isso
pode acontecer, misturado com uma melancolia interior muito intensa. Acho que
são certos desejos ou planos reprimidos que ficam no subconsciente...
Repórter: Para muitos, a
senhora é um sentimento bonito, apesar de envolver tristeza e decepção. O que
opina sobre isso?
Saudade: Prefiro pensar
que sou um sentimento positivo, pois meu efeito é de justamente preservar a
lembrança e ativar muitas memórias. Acho até que é mais correto pensar que só
se tem saudade daquilo que foi bom e mais positivo.
Repórter: Muitos
historiadores e antropólogos avaliam que sua origem vem do chamado banzo
africano, já que os negros escravizados sentiam falta de suas terras e parentes,
dos quais foram separados e levados para outros lugares. Isso a deixa
orgulhosa?
Saudade: Muitíssimo. Saber
que sou um sentimento surgido assim, por conta de opressão e violência contra
os africanos, me faz pensar no quanto tenho de honra e dignidade, já que lhes
despertava memórias e lembranças fortes de suas etnias e famílias, e que, com
certeza os ajudou a lutar e resistir, até com esperança de voltar...
Repórter: Resposta muito
lúcida. E, a partir disso, como se sente por ser uma palavra existente somente
na língua portuguesa, sem tradução literal em outros idiomas?
Saudade: Feliz, sem querer
ser exclusivista. Até porque trata-se apenas de uma questão de léxico, já que
existem outros termos equivalentes que podem me traduzir em outras nações.
Repórter: Bom, pensando de
forma mais racional, qual seria o pior sentimento de saudade que um ser humano
poderia vivenciar?
Saudade: Eu creio que
muitos confundem, por excesso de apego, saudade com luto... Mesmo quando se
tratar da perda física de entes queridos, há que se relativizar o que sentimos,
pois é normal ter saudade, mas não ficar cultivando uma tristeza depressiva
perene.
Repórter: Para finalizar,
que mensagem a senhora poderia deixar aos nossos leitores, com certeza, sempre
saudosos de alguém ou de alguma situação de vida?
Saudade: Que me cultivem
de maneira leve e positiva, não esquecendo de que sou motor para memórias e
lembranças positivas, e que ajudo a preservar sua história de vida e seus bons
sentimentos. Abraço de Saudade a todos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Mais uma entrevista inusitada...
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa quinta convidada:
Senhora
Amizade
César Pavezzi: É um grande
prazer poder colher impressões e opiniões da Senhora. Nossa conversa será, com
certeza, muito amigável... rs
Amizade: Não tenha dúvida,
meu caro. Estou sempre pronta a influenciar novas relações e interações.
Repórter: Ótimo, então já
inicio questionando algo que muitas pessoas já discutiram e versificaram: que a
senhora é superior ao Amor. O que pensa?
Amizade: Sou suspeita, mas
tenho que concordar. Desde que consideremos que o verdadeiro sentimento de
amizade compreende mais, tolera mais, aceita mais e é menos possessivo que o
nosso amigo.
Repórter: Quer dizer então
que uma relação amiga relativiza certas questões de vínculo e interação entre
duas pessoas?
Amizade: Com toda a
certeza. Amigos são menos controladores, menos sufocantes do que amantes... Claro
está que, mesmo em se tratando de amizade, o tempo e a cumplicidade também vão
ditar posturas de respeito e entendimento generosas.
Repórter: E o que observa
das ditas amizades “coloridas”, em que se misturam afeto e intimidade sexual?
Amizade: Meu caro, creio
que não podem ser chamadas de amizades. Se o que se constrói é um sentimento
genuíno, franco, respeitoso, o mesmo deve ser reservado para questões de
interior, fraternas, onde não deveriam se misturar certos desejos físicos.
Repórter: Por outro lado,
é correto admitir que uma relação amorosa, íntima e companheira, deveria sempre
partir de uma amizade verdadeira?
Amizade: Seria o ideal.
Amor à primeira vista é algo questionável, já que para se desenvolver uma
relação mais profunda, é preciso conhecer os hábitos, a história e os
sentimentos íntimos do outro. Para isso é que se pode lançar mão de um tempo de
contato, aproximação e descoberta de identificações, através de mim.
Repórter: Ainda existem
posturas machistas que não admitem que, por exemplo, um homem tenha amizade com
uma mulher, gerando suspeitas de que existe algo mais... Como se sente com
relação a isso?
Amizade: Muito triste, até
porque para a amizade não deveria haver esse tipo de discriminação. Da mesma
forma que falar em estabelecer “amizade” com alguém, arquitetando segundas e
terceiras intenções, também me constrange. Este sentimento tem que ser
espontâneo, sincero, fluido e respeitoso.
Repórter: Por falar em
espontaneidade, existe muita gente que pensa ter uma grande quantidade de amigos,
quando na verdade são poucos os que realmente desenvolvem essa postura sincera
e afetiva. Aliás, não acha que é possível pensar muito mais em individualismos
do que em relações de amizade socialmente corretas?
Amizade: Do jeito que a
sociedade está de portando no mundo de hoje, é evidente que existem muitas
relações de conveniência, equivocadas e interesseiras, seja por vaidade, seja
por questões materiais. É triste perceber que tudo não passa de um jogo de
falsidades e superficialidades...
Repórter: Nesse sentido, o
melhor é ter poucos amigos, mas autênticos e dedicados, do que arremedos de
relações pouco confiáveis?
Amizade: Mais uma vez,
tenho que concordar com você. Amigos devem ser poucos e preciosos. E ninguém
deve se enganar, porque vale mais um amigo sincero e prestativo do que a ilusão
de uma relação que não te motiva nem te reconhece como irmão.
Repórter: Muitíssimo
obrigado pelas sérias e importantes orientações, muito grato.
Amizade: Não tem por quê.
Desejo a todos que se dediquem mais às suas amizades e reforcem os laços que os
unem às pessoas afins.
domingo, 18 de dezembro de 2016
Uma grande canção (tradução livre)
Graças a minha Vida
(Gracias a la vida)
Violeta Parra
(...)
Graças a
minha Vida que já me deu tanto
Me deu o
sonoro e o abecedário
Com ele as
palavras que penso e declaro
Mãe, amigo,
irmão e luz clareando
A rota da
alma de quem estou amando
Graças a
minha Vida que me deu tanto
Me deu a
marcha de meus pés cansados
Com eles
andava cidades e charcos
Praias e
desertos, montanhas e vales
E a casa
tua, tua rua e teu pátio
Graças a
minha vida que já me deu tanto
Me deu o
coração que agita seu marco
Quando vejo
o fruto do cérebro humano
Quando vejo
o bom tão longe do mau
Quando vejo
o fundo de teu olhos claros
Graças a
minha vida que já me deu tanto
Já me deu o
riso e já me deu o pranto
Assim eu
distingo sorte de quebranto
Os dois
materiais que formam meu canto
E o canto de
vocês que é o mesmo canto
E o canto de
vocês que é meu próprio canto
Graças e
minha Vida, graças a minha Vida...
sábado, 22 de outubro de 2016
Mais uma entrevista inusitada...
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa quarta convidada:
Senhora Bondade
César Pavezzi: É uma
grande satisfação poder falar com a Senhora, tão nobre e tão dignificadora das
ações humanas...
Bondade: Eu me sinto
honrada, meu caro repórter... E naturalmente irei corresponder às suas expectativas
da melhor maneira possível.
Repórter: É possível pensar,
como no passado alguns filósofos já propuseram, que o ser humano, na sua
natureza intrínseca, é bom?
Bondade: Completamente.
Não posso admitir que ele seja concebido com sementes e germes de maldade, na
sua consciência e na sua alma. São as experiências e circunstâncias emocionais
e sociais que o tornam diferente.
Repórter: Assim
considerando, o que o transformaria seriam, então, fatores e acontecimentos
externos?
Bondade: Eu acredito que
sim. As provas, os desafios, os obstáculos e influências encontrados ao longo
de sua jornada nesse mundo, fazem com que o mesmo assuma comportamentos e
atitudes que o afastam de sua natureza original.
Repórter: Ou seja, o
entorno social e as instituições que o obrigam a assumir papéis auxiliam na
perda desse componente tão importante para seu caráter e equilíbrio de sua
personalidade?
Bondade: Este é um
raciocínio muito acertado. Pressionado por tantas exigências do meio social, e
por dificuldades internas de equilibrar posturas e decisões a serem tomadas, o
ser humano comete atos às vezes abomináveis, impensáveis num indivíduo de sua
espécie.
Repórter: Como poderia
ocorrer de forma mais coerente a formação de valores positivos, como a senhora,
e aquele equilíbrio entre personalidade e papéis sociais inerentes ao estar
nesse mundo?
Bondade: Na minha terna e
carinhosa visão, dois fatores essenciais se perdem durante a vida de um
indivíduo: a maneira como ele deveria vivenciar o respeito dentro da
coletividade e seu afastamento de uma crença espiritual. Uma consciência
cultivada desses dois aspectos levaria a um entendimento melhor do que é ser bom,
com empatia e responsabilidade moral.
Repórter: Poderia nos
explicitar algum exemplo referente ao respeito, enquanto prática coletiva?
Bondade: Claro. Respeitar
suas limitações, suas dificuldades, sua condição de ser em constante mudança e
crescimento é um sentimento que pode e deve ser transferido, em termos de
reciprocidade, a todos os outros que são seres humanos. Ao invés disso, o que
se vê em muitos povos e comunidades é somente egoísmo, vaidade, vícios,
imediatismos pessoais, dissimulações.
Repórter: Em função disso,
não é difícil entender aquele afastamento de uma crença espiritual, já que não
existem compromissos morais?
Bondade: Perfeitamente. Se
o ser humano se volta absolutamente para ele e para suas necessidades físicas e
interesses materialistas, a possibilidade de acreditar em questões espirituais
e seus desdobramentos acaba se tornando muito remota. E como sentir bondade se
você não se reconhece no outro, enquanto semelhante?
Repórter: Bem, para
finalizar, que conselho a senhora daria para aquelas pessoas que, apesar de
todas as questões de nosso mundo, ainda tentam manter um mínimo da senhora em
seus corações?
Bondade: Para que se
mantenham assim, pois além de mim, não pode faltar aos seres humanos outro
sentimento primordial que pode preservar sua alma: o amor.
Repórter: Extremamente
agradecido e emocionado com suas palavras profundas e luminosas.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Uma letra e uma canção inspiradoras...
Brincar de Viver
(Guilherme Arantes)
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar
Pra retornar e enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
E continua sempre que você
Responde "sim" à sua imaginação
À arte de sorrir cada vez que o mundo diz "não"
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
Não esquecer, ninguém é o centro do universo
Assim é o maior o prazer
(...)
E eu desejo amar a todos que eu cruzar
Pelo meu caminho...
Como sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem..
(Interpretada lindamente por Maria Bethânia)
(Guilherme Arantes)
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar
Pra retornar e enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
E continua sempre que você
Responde "sim" à sua imaginação
À arte de sorrir cada vez que o mundo diz "não"
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
Não esquecer, ninguém é o centro do universo
Assim é o maior o prazer
(...)
E eu desejo amar a todos que eu cruzar
Pelo meu caminho...
Como sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem..
(Interpretada lindamente por Maria Bethânia)
domingo, 15 de maio de 2016
Mais entrevistas inusitadas...
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa terceira convidada:
Senhora Sexualidade
César Pavezzi: É com
satisfação que entrevisto uma grande força que move as pessoas desse mundo...
Sexualidade: A mim também
pode ser prazeroso expor meus conceitos e influências que dominam muitas
culturas humanas...
Repórter: Então seria
conveniente expor por que a Senhora pode ser, ao mesmo tempo, uma fonte de
energia criadora positiva e, para muitos, justamente aquilo que degenera, que
vicia, que pode até destruir?
Sexualidade: Depende do
ponto de vista de cada um, em especial se formos levar em conta questões
moralistas ou culturais de cada grupo social. O que para alguns é necessário
apenas para procriação, para outros pode representar apenas uma fonte de prazer
a mais.
Repórter: Mas ficar
exercitando-a continuamente apenas pela busca do prazer físico, de sensações,
não pode representar algo vicioso e distanciado de envolvimento emocional, nas
relações humanas?
Sexualidade: Pode ser... O
ser humano é vaidoso, em muitos casos prepotente, e para não parecer fraco, se
autoafirma justamente através de mim... Se não há equilíbrio entre aquela busca
e o desenvolvimento de relações sentimentais, é por conta desse narcisismo
recorrente nos meios sociais.
Repórter: Já que falou em
questões sentimentais, o que pensa dessa atitude das pessoas de primeiro levar
em conta a performance física, sem que o lado emocional seja valorizado?
Sexualidade: Tem coisas
que acontecem de forma até inconsciente, já que a energia que desperto tem
raízes primitivas e animalescas. Nesse sentido, humanos e animais são muito
parecidos: querem se exibir, se expor, tentar conquistar pela aparência e pela
sensualidade, em rituais e manifestações às vezes exagerados.
Repórter: Por falar em
comportamento inconsciente, a senhora acredita nas teorias psicanalíticas que
atribuem ao inconsciente certos desejos sexuais, considerados tabu em muitas
sociedades?
Sexualidade: Se
imaginarmos que essa força que me constitui pode sair de controle quando não
queremos racionalizar ou reprimir certos conceitos e ideias considerados
moralmente doentes, em muitos aspectos as teorias estão corretas.
Repórter: Não lhe parece
assustador considerar que muitos humanos, por se deixarem levar emocional ou
psicologicamente pela sua influência, tenham seus sentimentos rebaixados a
meros instintos?
Sexualidade: Eis o campo
farto para eu me desenvolver de forma equivocada e pouco saudável: uma mídia
que se aproveita desses sentimentos das pessoas, meios de comunicação que
sugerem, divulgam e incentivam meu exercício desenfreado, e seres humanos
totalmente suscetíveis a essas manifestações de sensualidade aberta.
Repórter: E quando tudo
isso se transforma numa força destruidora de relações amorosas?
Sexualidade: Há que se
questionar se são relações realmente amorosas... Porque não podemos confundir
uma paixão física, baseada em sensações e prazeres corporais, com sentimento
genuíno de amor. Os dois podem até acontecer juntos, o que seria ideal. Mas um relacionamento
construído apenas sobre sexo está fadado ao fracasso, com certeza.
Repórter: Para concluir
nossas reflexões, o que pensa de si mesma quando o ser humano chega à
maturidade?
Sexualidade: É o melhor
momento para saber, com experiência, tirar o melhor proveito do meu exercício.
Até porque, muito da sexualidade está na mente. Ou seja, há muito mais para
explorar, a partir de mim, do que o sexo genital. O tempo pode mostrar...
Repórter: Muito grato
pelas palavras lúcidas e interessantes.
domingo, 3 de abril de 2016
Versão ao português de "Amores Extraños" (trechos):
(...)
É a espera de um telefonema
A aventura do não lógico
A loucura do que é mágico
Um veneno sem antídoto
A amargura do efêmero
Porque ele foi embora
(...)
São amores que somente em nossa idade
Se confundem em nossos espíritos
Te interrogam e nunca te deixam ver
Se serão amor ou só prazer
(...)
Amores, tão estranhos que vêm e se vão
Que em teu coração sobreviverão
São histórias que sempre contarás
Sem saber se são de verdade
São amores frágeis
Prisioneiros, cúmplices
São amores problemáticos
Como tu, como eu
Tão estranhos que vivem negando-se
Escondendo-se de nós dois...
César Pavezzi
(...)
É a espera de um telefonema
A aventura do não lógico
A loucura do que é mágico
Um veneno sem antídoto
A amargura do efêmero
Porque ele foi embora
(...)
São amores que somente em nossa idade
Se confundem em nossos espíritos
Te interrogam e nunca te deixam ver
Se serão amor ou só prazer
(...)
Amores, tão estranhos que vêm e se vão
Que em teu coração sobreviverão
São histórias que sempre contarás
Sem saber se são de verdade
São amores frágeis
Prisioneiros, cúmplices
São amores problemáticos
Como tu, como eu
Tão estranhos que vivem negando-se
Escondendo-se de nós dois...
César Pavezzi
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Um poema de Flora Figueiredo, poetisa brasileira contemporânea:
Expectativas
O vento anda ficando mentiroso:
prometeu trazer você - não trouxe,
de dizer o porquê - não disse;
passou com pressa rumo ao horizonte.
Já não tem importância
que cometa outra vez
um ato de inconstância.
Aprendi a esperar.
Se ventos são capazes de levar embora,
a qualquer hora
também serão capazes de fazer voltar.
(Versão ao espanhol)
El viento se anda poniendo mentiroso:
prometió traer a usted - no trajo,
de decir el porqué - no dijo;
pasó con prisa rumbo al horizonte.
Ya no tiene inportancia
que cometa otra vez
un acto de inconstancia.
Aprendi a esperar.
Si vientos son capaces de llevar a uno,
a cualquier hora
también serán capaces de hacer volver.
César Pavezzi
Expectativas
O vento anda ficando mentiroso:
prometeu trazer você - não trouxe,
de dizer o porquê - não disse;
passou com pressa rumo ao horizonte.
Já não tem importância
que cometa outra vez
um ato de inconstância.
Aprendi a esperar.
Se ventos são capazes de levar embora,
a qualquer hora
também serão capazes de fazer voltar.
(Versão ao espanhol)
El viento se anda poniendo mentiroso:
prometió traer a usted - no trajo,
de decir el porqué - no dijo;
pasó con prisa rumbo al horizonte.
Ya no tiene inportancia
que cometa otra vez
un acto de inconstancia.
Aprendi a esperar.
Si vientos son capaces de llevar a uno,
a cualquier hora
también serán capaces de hacer volver.
César Pavezzi
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Novas entrevistas inusitadas
César Pavezzi encara uma
de repórter outra vez e resolve conversar com outras sete Senhoras dominadoras
do mundo e da vida, em muitos sentidos... Um projeto audacioso porque envolve
questionar justamente quem nos dá respostas para todas as angústias e
inquietações da Humanidade. Com certeza, a sabedoria das respostas obtidas pode
nos levar a inúmeras reflexões sobre o que estamos fazendo com nossa própria
realidade e com nosso destino. Com vocês, leitores, nossa segunda convidada:
Senhora Solidariedade
César Pavezzi: É com
grande contentamento que tenho oportunidade de fazer esta entrevista com Vossa
Senhoria... E já gostaria de saber como a senhora quer ser entendida, a partir
do seu nome?
Solidariedade: Meu nome se
relaciona com reciprocidade, já que devo funcionar em conjunto com ela. Ou
seja, que todos entendessem que ninguém deveria ser ou estar sozinho neste
mundo, em nenhum tipo de circunstância...
Repórter: É possível então
pensar que muitos seres humanos não compreendem a recíproca e, com isso, se
tornam menos solidários?
Solidariedade: Sob
determinados pontos de vista, sim. Se o exercício solidário depende de um
outro, com necessidades e desejos semelhantes e universais, é necessário
relacionar minha postura com a desse outro, para o início de um sentimento de
empatia.
Repórter: Pode-se dizer
então que falta muito desse exercício no mundo de hoje?
Solidariedade:
Infelizmente, tenho que concordar com seu questionamento. Não só falta, como
também inexiste a consciência de que, as diferenças sociais, culturais e
linguísticas não deveriam significar barreiras para esse exercício, já que
solidariedade pressupõe reconhecer que todos somos humanos, vivendo no mesmo
planeta.
Repórter: Mas essa falta
de consciência não está ligada aos processos históricos que sempre mostraram a
humanidade mais preocupada com questões materiais, menosprezando fatores
emocionais e sociais, importantes quando se pensa em valores morais?
Solidariedade:
Absolutamente correto. Líderes de várias épocas, em sua maioria, sempre
buscaram satisfazer questões egoístas e territoriais, esquecendo-se
completamente da necessidade do diálogo, das negociações coletivas, de acordos
pacíficos entre povos.
Repórter: A senhora
poderia, a título de exemplificar, discorrer sobre um fato simples, envolvendo
solidariedade?
Solidariedade: Com
satisfação. Imagine a relação entre uma criança e uma plantinha, em que foi
trabalhada a noção de que ambos são seres vivos e dependem da água para
sobreviver, como necessidade básica. Com certeza, essa criança vai se
solidarizar com a vegetação, em sentido mais amplo, sabendo que a chuva e o uso
consciente desse líquido são essenciais para a vida de ambos.
Repórter: Bela e
pertinente elucidação. Nessa mesma linha, a senhora imagina, então, que
solidariedade é um sentimento que pode ser ensinado?
Solidariedade: Pode e deve,
desde a mais tenra idade. Mas não creio que isso precise ficar a cargo somente
de instituições escolares, não. Assim como outros sentimentos e valores, é um
sentimento que a família precisa desenvolver, tanto quanto o respeito pelas
diferenças.
Repórter: E para
concluirmos esse momento de sábias reflexões, haveria uma fórmula para que a
senhora se sobressaísse nas relações humanas, nos mais diversos níveis?
Solidariedade: Creio que
não há conselhos ou prescrições para um sentimento espontâneo e sincero. O que
me parece positivo observar é que, desde pequenas atitudes até grandes projetos
que envolvem a mim, é o efeito multiplicador que isso pode deflagrar, formando
grandes núcleos solidários, sem as barreiras que já citei.
Repórter: Foi muito
inspirador falar com a senhora. Muito grato.
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"O direito à literatura"(fragmento)
Apresentamos, de forma objetiva, a visão de Antônio Cândido, grande historiador, analista e professor de Literatura: (...) "Chamarei de...
-
Apresentamos, de forma objetiva, a visão de Antônio Cândido, grande historiador, analista e professor de Literatura: (...) "Chamarei de...
-
O colecionador de chaves O personagem usava roupas pesadas, de cores escuras, recobertas por um capote surrado, bastante desbotado. Na ...