O escritor deste Blog esteve viajando para terras da América do Sul, vizinhas ao nosso país. Depois que voltei, fiquei um longo tempo refletindo sobre tudo o que vi e senti por lá, sobre os lugares, as pessoas, os hábitos e costumes, as paisagens e as sensações provocadas por esse deslocamento físico e geográfico.
Confesso que julguei conhecer muito da vida e das pessoas, embora nunca tenha saído do meu país antes. Essas viagens são tão necessárias para nos mostrar o quanto estamos enganados em pensar que conhecemos muito da vida e do mundo. Em verdade, não conhecemos nada.
Não vou fazer da página de hoje um diário de viagem, mas sim colocar algumas impressões muito positivas e emocionantes desses dias passados em Buenos Aires e depois Santigo do Chile. Foram dias de surpresas e novidades para um viajante que nada conhecia desses lugares pessoalmente, e que sentiu coisas intrigantes ao tomar contato com aeroportos, aviões, alturas, bagagens, metrópoles e cidadãos latinoamericanos.
Quero deixar claro que fui muito bem acolhido, em especial no Chile, onde fiquei em casas de família. Senti um respeito e uma acolhida profundos, com uma sempre presente preocupação em nos deixar muito à vontade, como se estivéssemos em casa. Exercitei largamente o uso do Espanhol e aprendi algumas expressões cotidianas, adaptações do idioma ao país, bem como experimentei vários tipos de comidas típicas, não só em casas, mas em bares, cafés, restaurantes por onde passamos. A arquitetura sempre me encantou, e estar defronte a certos edifícios históricos e monumentos me fez refletir sobre o quanto o homem é capaz de construir belezas, que, muitas vezes, o tempo não destrói. Avenidas e parques também provocaram em mim um misto de bem-estar e admiração, principalmente pela limpeza e claridade.
Evidente que, em poucas palavras, e num espaço tão pequeno como esse, torna-se impossível transmitir a realidade dos sentimentos despertados em mim durante essa trajetória de descobertas e constatações. Mas deixo claro que me senti contagiado com tudo o que vivenciei, contagiado por um estímulo inexorável de empreender novas viagens, inclusive pelo vasto território de nosso país-continente. Já tenho planos...
César Pavezzi
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Somos todos Viajantes nesta Vida
Encontros e Despedidas
(Milton Nascimento)
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
'Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai, pra nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
E´a vida...
(Milton Nascimento)
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
'Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai, pra nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
E´a vida...
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Uma mensagem de persistência e determinação...
CONTINUAREI SEMPRE...
Continuarei a acreditar,
mesmo que tentem me fazer perder a
esperança.
Continuarei a amar,
ainda que os outros destilem ódio.
Continuarei a construir,
ainda que os outros destruam.
Continuarei a falar de Paz,
ainda que no meio de uma Guerra.
Continuarei a iluminar,
mesmo no meio da escuridão.
Continuarei a semear,
ainda que os outros pisem a colheita.
E continuarei a gritar,
ainda que os outros se calem ou tentem
me calar.
E desenharei sorrisos
nos rostos que encontrar em lágrimas.
E transmitirei alívio
quando encontrar a dor.
E oferecerei motivos de alegria,
onde só haja tristezas.
Convidarei a caminhar
aquele que decidiu parar.
E darei os meus braços
aos que se sentirem exaustos.
(Autoria desconhecida na Internet)
domingo, 15 de setembro de 2013
Mensagem especial para as Almas terrenas
"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
Tudo bem!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."
Francisco Cândido Xavier (por Emanuel)
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
Tudo bem!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."
Francisco Cândido Xavier (por Emanuel)
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Os Valores num Poema...
Rimas
sem Idade
Liberdade rima com Responsabilidade
Felicidade rima com Simplicidade
Generosidade rima com Solidariedade
Humildade rima com Sinceridade
Amabilidade rima com Reciprocidade
Hombridade rima com Honestidade
Sobriedade rima com Maturidade
Humanidade rima com
Espiritualidade
César Pavezzi
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Decágolo do perfeito contista - Horário Quiroga (parte final)
VI- Se queres expressar com exatidão esta circunstância - "Desde o rio soprava um vento frio" -, não há na língua dos homens mais palavras do que estas para expressá-la. Uma vez senhor de tuas palavras, não te preocupa em avaliar se são consoantes ou dissonantes.
VII- Não adjetiva sem necessidade, pois são inúteis as rendas coloridas que venhas a pendurar num substantivo débil. Se dizes o que é preciso, o substantivo, sozinho, terá uma cor incomparável. Mas é preciso achá-lo.
VIII- Toma teus personagens pela mão e leva-os até firmemente o final, sem atentar senão para o caminho que traçaste. Não te distrai vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abusa do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considera isso uma verdade absoluta, ainda que não o seja.
IX- Não escreve sob o império da emoção. Deixa-a morrer, depois a revive. Se és capaz de revivê-la tal como a viveste, chegaste, na arte, à metade do caminho.
X- Ao escrever, não pensa em teus amigos nem na impressão que tua história causará. Conta como se teu relato não tivesse interesse senão para o pequeno mundo de teus personagens e como se tu fosse um deles, pois somente assim obtém-se a vida num conto.
VII- Não adjetiva sem necessidade, pois são inúteis as rendas coloridas que venhas a pendurar num substantivo débil. Se dizes o que é preciso, o substantivo, sozinho, terá uma cor incomparável. Mas é preciso achá-lo.
VIII- Toma teus personagens pela mão e leva-os até firmemente o final, sem atentar senão para o caminho que traçaste. Não te distrai vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abusa do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considera isso uma verdade absoluta, ainda que não o seja.
IX- Não escreve sob o império da emoção. Deixa-a morrer, depois a revive. Se és capaz de revivê-la tal como a viveste, chegaste, na arte, à metade do caminho.
X- Ao escrever, não pensa em teus amigos nem na impressão que tua história causará. Conta como se teu relato não tivesse interesse senão para o pequeno mundo de teus personagens e como se tu fosse um deles, pois somente assim obtém-se a vida num conto.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Decágolo do perfeito contista - Horácio Quiroga (parte 1)
Mandamentos do escritor uruguaio para quem pratica a arte do conto:
I- Crê num mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchekov - como na própria divindade.
II- Crê que sua arte é um cume inacessível. Não sonha dominá-la. Quando puderes fazê-lo, conseguirás sem que tu mesmo o saibas.
III- Resiste quanto possível à imitação, mas imita se o impulso for muito forte. Mais do que qualquer coisa, o desenvolvimento de personalidade é uma longa paciência.
IV- Nutre uma fé cega não na tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como amas tua amada, dando-lhe todo o coração.
V- Não começa a escrever sem saber, desde a primeira palavra, aonde vais. Num conto bem-feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.
(Na próxima semana, os cinco conselhos finais do autor.)
I- Crê num mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchekov - como na própria divindade.
II- Crê que sua arte é um cume inacessível. Não sonha dominá-la. Quando puderes fazê-lo, conseguirás sem que tu mesmo o saibas.
III- Resiste quanto possível à imitação, mas imita se o impulso for muito forte. Mais do que qualquer coisa, o desenvolvimento de personalidade é uma longa paciência.
IV- Nutre uma fé cega não na tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como amas tua amada, dando-lhe todo o coração.
V- Não começa a escrever sem saber, desde a primeira palavra, aonde vais. Num conto bem-feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.
(Na próxima semana, os cinco conselhos finais do autor.)
domingo, 23 de junho de 2013
Quando a turba se conturba...
"Amo o público, mas não o admiro. Como indivíduos, sim. Mas, como multidão, não passa de um monstro sem cabeça."
Charles Chaplin
Este pensamento de Chaplin leva a uma consciência de que nem todo ajuntamento de pessoas significa conscientização, discernimento ou racionalidade para protestar ou tentar combater falhas ocorridas num sistema social. Ainda mais quando refletimos sobre grandes ajuntamentos ou tumultos acontecidos em muitos espaços do nosso e de outros países que acabaram resultando em massacres, pânicos, inocentes pisoteados, feridos mortalmente, desordem e descontrole, até dos objetivos desses eventos.
Charles Chaplin
Este pensamento de Chaplin leva a uma consciência de que nem todo ajuntamento de pessoas significa conscientização, discernimento ou racionalidade para protestar ou tentar combater falhas ocorridas num sistema social. Ainda mais quando refletimos sobre grandes ajuntamentos ou tumultos acontecidos em muitos espaços do nosso e de outros países que acabaram resultando em massacres, pânicos, inocentes pisoteados, feridos mortalmente, desordem e descontrole, até dos objetivos desses eventos.
A
palavra turba resume bem uma horda de vândalos, desordeiros e saqueadores, que,
enquanto parte da multidão não têm racionalidade, muito menos equilíbrio de
atitudes, pois não passa de um número massivo de desgovernados, insanos e
cheios de insensatez. Outro tipo de turba pode ser considerada aquela que,
impulsionada por ideologias meramente ilusionistas, deixa-se convencer de que o
barulho, a agressividade e a violência representam a sua “força”, não para
mudar um estado de coisas, mas para deixar marcas de sua passagem ignorante e
obtusa pelos espaços que as encurralam e oprimem.
Multidão
não pode rimar com destruição, e turba não pode ser significado de quem,
negativamente, perturba. Ou corremos o risco de que esse “monstro” acéfalo seja
comandado pelas mais baixas influências existentes no nosso sistema social. E de
líderes negativos, e eles também descerebrados, o país já está cheio.
César Pavezzi
domingo, 16 de junho de 2013
Pensando em Namorados...
Todo o Amor Que Houver Nessa Vida
(Cazuza)
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Sabedoria Chinesa
PRINCÍPIO CHINÊS
Sobre o dinheiro:
q O
dinheiro pode comprar uma casa, mas não um Lar;
q O
dinheiro pode comprar um relógio, mas não o Tempo;
q O
dinheiro pode comprar uma cama, mas não o Sono;
q O
dinheiro pode comprar um livro, mas não o Conhecimento;
q O
dinheiro pode pagar um médico, mas não a Saúde;
q O
dinheiro pode comprar um posto, mas não o Respeito;
q O
dinheiro pode comprar o sangue, mas não a Vida;
q O
dinheiro pode comprar sexo, mas não o Amor.
(recebido de um e-mail entre amigos na Rede Internet)
domingo, 19 de maio de 2013
Ideias sábias para mudar o Mundo (parte 7 - final)
"A única religião, daqui por diante, possível para o homem, é aquela
que lhe ensinará primeiro a reconhecer, amar e servir apaixonadamente
o Universo do qual ele faz parte."
Teilhard de Chardin
"O homem não é senão o seu projeto, e só existe
na medida em que se realiza."
Voltaire
"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que
supõe a nossa vã filosofia."
William Shakespeare
"Algumas pessoas amam o poder e outras têm
o poder de amar."
Bob Marley
"A ignorância do Bem é a causa do mal."
Demócrito
"A violência é o último refúgio do incompetente."
Isaac Asimov
(Todas as frases aqui reunidas foram compiladas por Adriano Henrique de
Oliveira no livro: 1.000 Pensamentos de Personalidades que influenciaram a Humanidade.)
que lhe ensinará primeiro a reconhecer, amar e servir apaixonadamente
o Universo do qual ele faz parte."
Teilhard de Chardin
"O homem não é senão o seu projeto, e só existe
na medida em que se realiza."
Voltaire
"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que
supõe a nossa vã filosofia."
William Shakespeare
"Algumas pessoas amam o poder e outras têm
o poder de amar."
Bob Marley
"A ignorância do Bem é a causa do mal."
Demócrito
"A violência é o último refúgio do incompetente."
Isaac Asimov
(Todas as frases aqui reunidas foram compiladas por Adriano Henrique de
Oliveira no livro: 1.000 Pensamentos de Personalidades que influenciaram a Humanidade.)
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"O direito à literatura"(fragmento)
Apresentamos, de forma objetiva, a visão de Antônio Cândido, grande historiador, analista e professor de Literatura: (...) "Chamarei de...
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