quinta-feira, 12 de junho de 2014

Todo dia é dia do Amor

Silêncio Amoroso 2

Preciso do teu silêncio cúmplice
sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal
pode me desamparar.
E se eu abrir a boca
minha alma vai rachar.                          

O silêncio, aprendo,
pode construir. É modo
denso / tenso
- de coexistir.
Calar, às vezes,
é fina forma de amar.

Affonso Romano de Sant'Anna

sábado, 24 de maio de 2014

Sobre multidões e comemorações visionárias

Eu queria ver, e continuo querendo, a multidão agitada, comemorando entusiasticamente a vitória da paz sobre toda e qualquer violência...
Eu queria ver, e continuo querendo, braços erguidos, rostos sorridentes, pela descoberta da cura contra muitos males físicos que afligem milhares de enfermos...
Eu queria ver, e continuo querendo, milhares de vozes gritando contra as atitudes corruptas de líderes políticos e empresários irresponsáveis...
Eu queria ver, e continuo querendo, milhões de torcedores empenhados em comemorar o fim das diferenças ideológicas e religiosas que separam nossos irmãos humanos no Oriente Médio...
Eu queria ver, e continuo querendo, centenas de milhares de pessoas fazendo barulho por mais atenção e cuidado com nossos irmãos africanos...
Eu queria ver, e continuo querendo, a multidão preocupada e indignada com a fome, a miséria, o descaso com as crianças de muitas partes do meu país e do mundo, bradando por elas...
Eu queria ver, e continuo querendo, uma grande comemoração porque, finalmente, a questão das comunidades carentes e intimidadas das periferias de muitas cidades, foi resolvida com justiça...
Eu queria ver,e continuo querendo, bandeiras, tambores, danças e alegria, porque o futuro de nossos filhos e netos será diferente...
E eu ainda queria ver, e vou continuar querendo, nações mais unidas e religiosas, não nos momentos de grandes eventos, mas sim para prática da dignidade, do afeto e da solidariedade verdadeiros.
César Pavezzi.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sobre bandeiras e sentimentos esquecidos

Sempre admirei o simbolismo das bandeiras, a lembrança de honra e dignidade que elas deveriam suscitar, o sentimento verdadeiro de ser representado naquele pedaço de pano, a força desfraldada e agitada pelo vento... Pode até parecer uma sensação piegas, sufocada pelo significado que implantaram no uso deste objeto patriótico, que, por si só, já fala muito do mito buscado nas cores e formas usadas para passar uma mensagem de conquistas, liberdade, identidade e pertencimento.
Sempre me perguntei também por que muita gente crê que esse pedaço de pano só representa instituições governamentais, ou demagogicamente, discursos e posturas políticas em épocas de grande eventos ou de apelo ao coração dos cidadãos do país. Uma bandeira, até por conta de revelar um passado de conquistas, muitas vezes sangrentas e injustas, a crença numa liberdade que custou vidas humanas e sacrifícios gigantescos, revelar a suposta identidade de uma nação, e a sensação de pertencimento ao território onde se irmanam cidadãos, não precisa de ufanismos hipócritas, nem de comemorações pontuais por vitórias menores. Na minha humilde e, ao mesmo tempo, orgulhosa condição de brasileiro, essa sobreposição geométrica e colorida, tem um significado muito maior.
A verdadeira bandeira, ainda que não se materialize num mastro ou pendurada em janelas e sacadas, a verdadeira representação patriótica trago costurada no meu coração de cidadão atordoado, não com festas e glórias efêmeras, mas com a lembrança de meus irmãos sofridos, prejudicados e massacrados por outros brasileiros. Minha bandeira está manchada de suor e gotas de sangue, de todos aqueles que sofreram e sofrem injustiças, opressões e violência de toda espécie. Ela envolve meus sentimentos mais nobres, incluindo os negativos. Quisera fossem diferentes e cheios de alegria.
Essa mistura de linhas e cores, tão ordenadamente pensada, podia ser a mesma mistura de novos ideais, de atitudes e posturas mais humanas por conta de quem levanta bandeiras outras, de mais alegria e felicidade duradouras, de mais paz e harmonia, para que se possa ter o mais nobre progresso que se desejaria de irmãos num mesmo território, numa mesma nação: o progresso moral e espiritual.
César Pavezzi

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Uma satisfação aos que visitam este Blog

Meus caros seguidores,
achei-me em dívida para com vocês, que sempre visitam essa página, e que, infelizmente no último mês não encontraram nada de novo (ou interessante) ocupando este espaço de cultura e informação.
Não encontraram, está claro, porque o mesmo não foi atualizado, como de início este escritor que lhes fala havia prometido e se comprometido a fazê-lo semanalmente.
Tenho vivido um período de trabalho intenso, em minhas funções profissionais, e colocando em segundo plano a organização e publicação de textos no Blog, justamente por não estar encontrado espaços de tempo para me dedicar.
Mesmo assim, acredito que as divulgações vão se normalizar, a partir da próxima semana, e continuarei a postar mensagens e produções interessantes e culturalmente úteis a todos os apaixonados por livros e ideias do universo artístico e informativo.
Não me prolongo mais, pois conto com a compreensão de meus seguidores e visitantes eventuais.
Sejam sempre muito bem vindos aqui!

César Pavezzi.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Exemplo de resignação e sabedoria

“Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje,
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.”

Madre Tereza de Calcutá

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ideias de um grande historiador e cronista

"Vivemos em plena cultura da aparência:
O contrato de casamento importa mais que o amor,
O funeral mais do que o morto,
As roupas mais do que o corpo
E a missa mais do que Deus."

Eduardo Galeano

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Palavras são mais que simples palavras...

"Se as coisas são feitas para serem usadas e as pessoas para serem amadas, por que amamos as coisas e usamos as pessoas???"

"A sabedoria do peregrino consiste em não em chegar depressa a seu destino, mas sim em apreciar as belezas do caminho."

"Você já parou pra pensar que todo mundo que é favor do aborto, já nasceu???"

"Deus escolhe as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias..."

"O que está por fora nem sempre mostra o que está por dentro."

"Ao invés de as pessoas esperarem que o ano que está começando seja melhor que o anterior, deveriam pensar que o novo ano é que espera que elas sejam melhores."


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Impressões de Viagem

O escritor deste Blog esteve viajando para terras da América do Sul, vizinhas ao nosso país. Depois que voltei, fiquei um longo tempo refletindo sobre tudo o que vi e senti por lá, sobre os lugares, as pessoas, os hábitos e costumes, as paisagens e as sensações provocadas por esse deslocamento físico e geográfico.
Confesso que julguei conhecer muito da vida e das pessoas, embora nunca tenha saído do meu país antes. Essas viagens são tão necessárias para nos mostrar o quanto estamos enganados em pensar que conhecemos muito da vida e do mundo. Em verdade, não conhecemos nada.
Não vou fazer da página de hoje um diário de viagem, mas sim colocar algumas impressões muito positivas e emocionantes desses dias passados em Buenos Aires e depois Santigo do Chile. Foram dias de surpresas e novidades para um viajante que nada conhecia desses lugares pessoalmente, e que sentiu coisas intrigantes ao tomar contato com aeroportos, aviões, alturas, bagagens, metrópoles e cidadãos latinoamericanos.
Quero deixar claro que fui muito bem acolhido, em especial no Chile, onde fiquei em casas de família. Senti um respeito e uma acolhida profundos, com uma sempre presente preocupação em nos deixar muito à vontade, como se estivéssemos em casa. Exercitei largamente o uso do Espanhol e aprendi algumas expressões cotidianas, adaptações do idioma ao país, bem como experimentei vários tipos de comidas típicas, não só em casas, mas em bares, cafés, restaurantes por onde passamos. A arquitetura sempre me encantou, e estar defronte a certos edifícios históricos e monumentos me fez refletir sobre o quanto o homem é capaz de construir belezas, que, muitas vezes, o tempo não destrói. Avenidas e parques também provocaram em mim um misto de bem-estar e admiração, principalmente pela limpeza e claridade.
Evidente que, em poucas palavras, e num espaço tão pequeno como esse, torna-se impossível transmitir a realidade dos sentimentos despertados em mim durante essa trajetória de descobertas e constatações. Mas deixo claro que me senti contagiado com tudo o que vivenciei, contagiado por um estímulo inexorável de empreender novas viagens, inclusive pelo vasto território de nosso país-continente. Já tenho planos...
César Pavezzi

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Somos todos Viajantes nesta Vida

Encontros e Despedidas
(Milton Nascimento)

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
'Tô chegando...

Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai, pra nunca mais...

Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é mesmo trem
Da partida...

A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
E´a vida...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uma mensagem de persistência e determinação...

CONTINUAREI SEMPRE...

Continuarei a acreditar,
mesmo que tentem me fazer perder a esperança.
Continuarei a amar,
ainda que os outros destilem ódio.
Continuarei a construir,
ainda que os outros destruam.
Continuarei a falar de Paz,
ainda que no meio de uma Guerra.
Continuarei a iluminar,
mesmo no meio da escuridão.
Continuarei a semear,
ainda que os outros pisem a colheita.
E continuarei a gritar,
ainda que os outros se calem ou tentem me calar.
E desenharei sorrisos
nos rostos que encontrar em lágrimas.
E transmitirei alívio
quando encontrar a dor.
E oferecerei motivos de alegria,
onde só haja tristezas.
Convidarei a caminhar
aquele que decidiu parar.
E darei os meus braços
aos que se sentirem exaustos.

(Autoria desconhecida na Internet)

domingo, 15 de setembro de 2013

Mensagem especial para as Almas terrenas

"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.


A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...


Tudo bem!


O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...

é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."

Francisco Cândido Xavier (por Emanuel)


"O direito à literatura"(fragmento)

Apresentamos, de forma objetiva, a visão de Antônio Cândido, grande historiador, analista e professor de Literatura: (...) "Chamarei de...