domingo, 6 de janeiro de 2013

Virtudes da Tradição Nórdica (parte 1)

(Mas que poderiam ser virtudes cultivadas em qualquer tradição...)

             Os excertos que vou expor sobre as Virtudes descritas por Diana L. Paxson, autora do guia essencial ASATRÚ, constituem um importante lembrete sobre o quanto o ser humano anda esquecido da prática dessas palavras, bonitas em seu significado e carregadas de comprometimento interior e moral. Não basta que provoquem reflexões, mas sim que sirvam como atitudes norteadoras de nosso cotidiano, já tão conturbado por valores negativos e deturpados. BOA LEITURA e BREVE MUDANÇA DE DISCERNIMENTO a TODOS!

1.     CORAGEM (Bravura): Derrotar o “inimigo”, embora desejável, é menos importante do que enfrentar bravamente o desafio. Os adversários que enfrentamos hoje não são tão óbvios, mas a resolução exigida para fazer difíceis opções morais é a mesma. O que importa não é por quanto tempo, mas vivermos bem ou não.

2.      VERDADE: Os maiores heróis veem o mundo claramente. Às vezes, temos que falar claramente e, outras vezes, a verdade exige que guardemos nossa opinião até estarmos certos, mas sempre devemos nos esforçar para sermos, com relação a nós mesmos, o mais honestos possível. Honrar a Verdade implica que deveríamos ser honestos em nossa conduta para com os outros.

3.     HONRA: Ser honrado, por tradição, é o mesmo que ser honesto e ter a palavra como assinatura. Conquistamos honra agindo de forma honrada na expectativa de que os outros ajam da mesma maneira, mesmo quando suspeitamos que ficaremos desapontados. Frequentemente, isto significa seguir as regras, mesmo se elas são inconvenientes, embora possa haver situações em que a honra requer que a pessoa obedeça a uma lei mais alta. A Honra é um padrão de medida interno que nos prende a um código de conduta mais severo que quaisquer regras externas.

(continua...)

domingo, 16 de dezembro de 2012

UM NOVO ANO PEDE NOVAS ATITUDES...

TENTE OUTRA VEZ
(Raul Seixas)

Veja!
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez!...

Beba!
Pois a água viva ainda 'tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou!

Ô, tente...
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não!

Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Uma voz que gira... Bailando no ar...

Queira!
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai! Tente outra vez!

Tente!
E não diga que vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez!...



domingo, 2 de dezembro de 2012

O exemplo de Pinóquio (parte final)


O recurso utilizado como representação também simbólica de que, assim como Pinóquio, os meninos que fugiam da escola, acabavam se emburrecendo, literalmente (inclusive nos aspectos físicos e na mudança do jeito de falar quase zurrando), sugere o distanciamento que hoje se pode constatar entre o ir à escola, mas não querer frequentar as aulas, justamente porque o trabalho intelectual a ser enfrentado não é percebido pelos meninos como importante e educativo. E o boneco paga um preço por não querer se instruir, e construir uma mentalidade intelectual, que é ver-se na pele (literalmente) de todos os meninos-burros mostrados pelo narrador como fugitivos das aulas. Nesse ponto da história, Gepeto já nem sabe mais do paradeiro de sua criatura, concretamente perdida, tanto para o mundo externo quanto no seu mundinho interno. E que depois vai virar comida de peixe, outra brilhante metáfora para o quase-fim, ou quase-morte, alimentada pelo próprio Pinóquio, ao se afastar enormemente da educação proposta pelo seu criador, e por ter somente orelhas de um burro, já que nem assim conseguia dar ouvidos aos conselhos de sua “consciência” (o grilo), ou de sua influência boa (a fada). Qualquer semelhança com o que acontece com nossos meninos aprendizes da modernidade não é mera coincidência.

                               A transformação gradativa do boneco para virar um menino ainda impõe obstáculos bíblicos, tornando muitos momentos do final da narrativa opressivos e tristes, quando pensamos que se trata de uma “criança”. A dificuldade final que se coloca a Pinóquio, e que vai funcionar como prova material de sua mudança de atitude, é o resgate de seu criador, engolido por uma enorme baleia. Imaginação à parte, a sobrevivência de Gepeto fez-se necessária para que a história mais uma vez nos premiasse com a maior parábola da Vida: o ciclo tinha que se completar para que criador e criatura pudessem se reencontrar. E que nessa revelação causada pela nova atitude do boneco estivesse implícita a vontade de mostrar ao “pai” o novo ser que se tornou, mesmo ainda sendo “boneco” de madeira. Enfim, Gepeto é encontrado pelo “filho” arrependido e fica feliz por finalmente conseguir que o mesmo se torne um ser humano de verdade (ainda que haja a intervenção da fada boa nessa metamorfose). Agora, Pinóquio tem possibilidades de ser mais feliz, sem esquecer que poderia ter evitado todos os percalços cinzentos e sofridos pelos quais passou desde o começo de sua criação, se houvesse mantido uma postura mais de menino, e menos de boneco. Mais de ser “humano” e menos de marionete, mais intelectual e menos alienado da realidade.

(PINÓQUIO, traduzido e versionado em vários idiomas, é do italiano Carlo Collodi).
CÉSAR PAVEZZI

domingo, 25 de novembro de 2012

O exemplo de Pinóquio (parte dois)


                               Claro está que uma “consciência” de boneco não estaria tão preparada ou orientada para as tentações do novo mundo que se abrira para Pinóquio. Não muito diferente do mundo de hoje, salvo na roupagem tecnológica que ganharam alguns tipos de distrações e lazeres, com certeza bem mais interessantes que as carteiras de escola e as atividades intelectuais propostas. E nesse caldeirão de influências, que no livro são representadas por criaturas inescrupulosas e enganadoras, as crianças não sabem (ou não querem) distinguir o que é mais importante para sua vida de “bonecos” deslumbrados com os espetáculos, portáteis ou massificadores, que o mundo midiático e consumista lhes oferece diariamente.

                               Ainda que haja “grilos falantes” e “fadas”, outros símbolos positivos na vida do menino, ou melhor, boneco, o grande circo de distrações e maravilhas aberto aos seus olhos e à sua imaginação funciona como o anestésico atrofiador de algum rasgo de consciência que seus verdadeiros amigos possam esperar de sua atitude. E a mentira entra como parte desse aprendizado torto, onde levar vantagem e não ser punido nem sempre conseguem impedir seu “nariz” comprido de denunciá-lo, e muitas vezes de se envergonhar. Já que ainda é um boneco-menino e não aprendeu certas malícias reservadas à vida de adulto.
(César Pavezzi)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Em defesa da Escola

O exemplo de Pinóquio (1ª parte)


Gepeto (que é uma metáfora interessante de pai, criador e educador), um dia, descobre que tinha em mãos mais do que um amontoado de pedaços de madeira juntados e atados, mais do que uma marionete , enfim, tinha um menino, ou um projeto de menino, ser humano em construção. Outro simbolismo para a segunda infância, pois Pinóquio, assim “batizado” pelo criador, já nasceu criança desenvolvida e curiosa. Como muitas que nascem nos dias de hoje, ainda que com um pai que nem de longe tem a doçura e as preocupações de Gepeto, o velhinho. Os exemplos trazidos pela história desse boneco podem sugerir, ressalvadas a época de produção do romance e as intenções ideológicas do autor, uma comparação bastante próxima ao universo em que estão mergulhados nossos aprendizes da atualidade.
                               Como todo pai zeloso e empenhado na educação de filhos, Gepeto logo decide que Pinóquio deveria frequentar a escola. Decisão sábia, porém sem muito peso na consciência de um boneco de madeira que, ao longo das circunstâncias impostas pela história narrada, teria que lutar muito para se tornar um ser humano, menino de carne e osso, um desejo genuíno do próprio pai. O que existe de profundo e cíclico aqui é o fato de que todo criador tem essa vontade profunda de que sua criatura melhore, cresça, intelectual e emocionalmente, para conseguir ser reconhecido verdadeiramente como alguém, gente, humano e mais preparado para o mundo. Discurso semelhante ao de todo pai quando cobra seus filhos sobre a importância de estudar, empenhar-se na escola.

domingo, 11 de novembro de 2012

Simples e altamente verdadeiro

"Se você perdeu dinheiro,
perdeu pouco.

Se perdeu a honra,
perdeu muito.

Se perdeu a coragem,
perdeu tudo."

Vincent Van Gogh

sábado, 20 de outubro de 2012

PARA UMA REFLEXÃO PROFUNDA...


Fome e Ignorância

Fome e Ignorância — dois dos grandes flagelos da Humanidade.

A Fome ameniza o corpo.

A Ignorância obscurece a alma.

A Fome atormenta.

A Ignorância anestesia.

A Fome protesta.

A Ignorância ilude.

A Fome cria aflições imediatas.

A Ignorância cria calamidades remotas.

A Fome é crise gritante.

A Ignorância é problema enquistado.

Em todos os lugares, vemos o Faminto e o Ignorante em atitudes diversas.

O Faminto trabalha afanosamente na conquista do pão.

O Ignorante é indiferente à posse da luz.

O Faminto reconhece a própria carência.

O Ignorante não se define.

O Faminto aparece.

O Ignorante oculta-se.

O Faminto anuncia a própria necessidade.

O Ignorante engana a si mesmo.

Qualquer pessoa pode atender à Fome.

Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a Igno­rãncia.

Para sanar a Fome, basta estender pão.

Para extinguir a Ignorância, é indispensável fazer Luz.

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

domingo, 7 de outubro de 2012

Questões de bom senso


Comunicar é sempre um desafio!




Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.
Por quê?

•Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade.
•Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência.

•Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença.
•Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade.


(recebido de um e-mail entre amigos da internet)

sábado, 29 de setembro de 2012

Poeminha campestre


DO LADO DE CÁ DO RIO

Do lado de cá do rio

Tem mais vida, tem mais verde...

Tem chorões e amoreiras

Tem menos pedras, mais terra

Tem mais vento que canta

E brinca com cortinas e roupas nos varais...

Do lado de cá do rio

Tem menos gente, mais tranquilidade

Tem sons de passarinhos diferentes

Tem um sol que parece maior

E uma lua muito mais redonda

E as noites são mais claras, lindas, estreladas...

Do lado de cá do rio

Tem mais simplicidade, mais emoção

Tem mais música melodiosa

Tem caminhos de mistério

Tem sossegos, tem silêncios

Tem crianças, tem cachorros

E muita vida ainda está por acontecer...

Do lado de cá do rio

 

César Pavezzi

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ATITUDES DE QUEM NÃO SE IMPORTA...

COMPARAÇÕES
 
Ausência é pior que Silêncio,
Silêncio é pior que Distância,
Distância é pior que Menosprezo,
Menosprezo é pior que Desatenção,
Desatenção é pior que Desencontro,
Desencontro é pior que Desamor...
 
Ausência faz sofrer,
Silêncio gera angústia,
Distância traz desespero,
Menosprezo pode doer,
Desatenção faz adoecer,
Desencontro faz perder,
Desamor pode enlouquecer.
 
Evoluir é melhor que mudar...
 
Troque Ausência por Presença,
Saia do Silêncio para o Contato,
Mude a Distância para Importância,
Mate o Menosprezo com muito Afeto,
Cale a Desatenção com Cuidado,
Troque o Desencontro pela Busca,
Evolua do Desamor para AMOR.
 
César Pavezzi
 
 


domingo, 2 de setembro de 2012

Olhar a pessoa amada...


Pessoa Rara

Essa estonteante maravilha
essa pessoa rara
pode estar diante de nossa cara
Ou estar então milhas e milhas
como se fosse ilha, distante, difícil atingi-la

Ah, como somos cegos e insensíveis
por descrença, indiferença, tão visíveis
que chegamos mesmo a ignorar, tão meigo olhar

Dessa estonteante maravilha
dessa pessoa rara
que está bem diante de nossa cara
Luz intensa que brilha que brilha,
feito farol de milha
que venceu o breu que me envolvia
que venceu o breu que resistia
e que eu, só eu, é que não via.

"O direito à literatura"(fragmento)

Apresentamos, de forma objetiva, a visão de Antônio Cândido, grande historiador, analista e professor de Literatura: (...) "Chamarei de...